Anilhagem, um pequeno hobbie pelo qual sou inteiramente apaixonado desde Setembro de 2011. Relaxante, apaixonante e de grande contacto com a natureza.

O que é a anilhagem?! A anilhagem cientifica de aves constitui uma ferramenta indispensável para o estudo científico das aves e das suas migrações. É utilizada habitualmente em diversos projetos que decorrem no âmbito do ICNF.

Desde tempos remotos as aves fascinam as pessoas, que lhes invejam a capacidade de voar, admiram a exuberância notável de cores e formas, e escutam maravilhadas o canto harmonioso de muitas espécies. Por outro lado, os hábitos das aves, e muito em especial os seus movimentos migratórios, também despertam a nossa curiosidade e representam fonte inesgotável de inspiração. Os hábitos diurnos, tão característicos da maior parte das espécies de aves, contribuem para tornar mais visível este grupo animal e ajudam-nos a explicar esta atração.

A anilhagem científica é um método de investigação baseado na marcação individual das aves, em geral com uma pequena anilha de metal onde se encontra gravada uma combinação de caracteres única. Qualquer registo da recuperação de uma ave anilhada, obtido através da sua recaptura e posterior libertação, ou quando a ave é encontrada já morta, pode fornecer muita informação útil acerca da vida dessa ave e, em particular, sobre os seus movimentos.

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Através da interpretação dos dados morfológicos e biométricos obtidos durante a atividade de anilhagem é possível obter um conhecimento mais profundo das diversas espécies e respetivas populações, bem como sobre as características dos indivíduos que as compõem. Assim, quando uma ave cai na rede de um(a) anilhador(a) este(a) procura obter a maior quantidade possível de informação, atuando de acordo com os procedimentos estabelecidos pela Central de Anilhagem do país onde foi efetuada a captura. Em situações especiais podem aplicar-se outras normas, na medida em que tal seja estritamente necessário e autorizado, quando estudos específicos assim o exijam.

A análise das deslocações de aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e conhecer as áreas de repouso ou paragem. Fica, deste modo, disponível informação crucial para orientar medidas de conservação efetivas e para guiar no planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para defesa da avifauna.

Neste primeiro artigo falo de uma pequena ave, o Chapim Rabilongo. Deixo aqui algumas curiosidades do mesmo.

O chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus) classificado na super ordem Passeri, subordem Passerida e família Aegithalidae, encontra-se nos bosques e florestas de grande parte da Península Ibérica. Ainda que pertença a uma família distinta dos “verdadeiros” chapins, a família Parus, estas duas famílias estão intimamente relacionadas.

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Distingue-se pela sua cauda, com cerca de oito a nove centímetros, mais longa que o resto do corpo. Mede cerca de 14 cm a 16 cm (do bico à cauda) e tem um peso de cerca de dez gramas.

No norte da Europa existe a subespécie A. c. caudatus que apresenta cabeça branca e as asas quase todas brancas, enquanto a subespécie A. c. rosaceus, na Europa ocidental, é caracterizado por uma larga faixa escura em arco por cima do olho, as escapulares de cor amarela rosada intensa, uropígio e painéis das asas esbranquiçados. Na Europa central existem populações de formas mistas das duas formas. Os juvenis apresentam as bochechas e o pescoço escuros, não apresentando os flancos rosáceos como os adultos.

Os rabilongos na península ibérica são mais escuros, com os lados da cabeça riscados, os flancos de cor de vinho e o dorso quase preto, com a cauda comparativamente mais curta.

Encontra-se em jardins, parques e bosques caducifólios abertos e mistos, preferindo as aveleiras e arbustos. No verão alimentam-se principalmente de pequenos insectos e aracnídeos mas não rejeitam rebentos e pequenos frutos. No inverno alimentam-se de sementes gordas.

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Durante o inverno é frequentemente avistado em companhia de outros chapins, mas sempre em pequenos bandos. Não é demasiadamente territorial, fazendo por vezes ninhos próximos uns dos outros.

Os chamamentos são um “tserr” áspero, semelhante ao da carriça, um “tett” chiado e um “srii-srii-srii”. O canto é um trinado fraco, monótono, “sii uiuiuiuiui”, semelhante ao do chapim-azul.

Constrói ninhos muito elaborados em forma de bolsa e com entrada lateral, usando musgo, pelos de animais e penas, fixando o conjunto com teias de aranha. O ninho é ampliado conforme as crias vão crescendo. A postura consiste em oito a doze ovos brancos com pintas vermelhas. Os ovos são incubados durante 12 a 14 dias.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chapim-rabilongo)

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